Expressar
indignação e garantir a sobrevivência.
Talvez esses sejam os motivos que melhor respondem à pergunta acima.
Melhor dizendo, eles não respondem, eles representam o sentimento de
descaso e abandono vivenciado por cada professor do magistério
estadual a cada dia que vê seu trabalho e seu esforço em prol da
educação despedaçados por uma política governamental que, sem
exagero, “quer matá-lo à míngua”. O parcelamento dos salários
do funcionalismo, posto em prática pela política do governo
Sartori, condenou-nos a atrasar pagamentos e, de quebra, obriga-nos a
contrair mais dívidas.
Garantir
os direitos que ainda nos restam.
O IPE (plano de saúde do funcionalismo gaúcho) está ameaçado,
pois a proposta do governo é torná-lo opcional e cobrar por
hospitalização e dependentes. A Lei do Piso, tão sonhada e
festejada há um tempo, tornou-se um pesadelo. A defasagem do piso
salarial encontra-se em 69,44% e, para piorar ainda mais nossa
situação, que já é desesperadora, a LDO prevê o congelamento do
salário do funcionalismo.
Evitar
o atraso no repasse de verbas.
Nossas escolas estão sucateadas e faltam itens básicos para o
funcionamento da vida escolar, tais como: material de limpeza e
higiene, folhas brancas, giz, etc. Nossos alunos não recebem merenda
na escola porque não temos dinheiro para comprar comida. Parte dessa
verba, é verdade, foi disponibilizada às escolas, no entanto tais
recursos vêm para remediar a situação. O que acontece na
sequência?
Impedir
a privatização da educação pública.
A exemplo do processo que foi iniciado em escolas de Goiás, uma das
metas do governo Sartori para a educação gaúcha é abrir nossas
escolas, ampla e largamente, à iniciativa privada. Com isso, as
instituições de ensino público do estado passariam a Organizações
Sociais (Oss), tirando do governo a responsabilidade sobre a educação
e, consequentemente, colocando um ponto final em concursos e
contratações de funcionários.
As
respostas aqui oferecidas para a pergunta que propomos são apenas
alguns dos motivos que tornam esta greve necessária e legítima.
Entretanto, não podemos finalizar este artigo sem falar em
DIGNIDADE.
Este movimento busca, em última instância, salvaguardar o fio de
dignidade que ainda nos resta e defender, a todo custo, as
conquistas que tivemos ao longo dos tempos em incontáveis embates.
Por isso: SIGAMOS
SEMPRE NA LUTA!
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